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O Ministério da Saúde da Espanha registrou, nesta sexta-feira, 14.389 novos casos de Covid-19, sendo 4.697 nas últimas 24 horas, elevando a quantidade de infecções para 640.040, enquanto o número de mortes é de 30.495 pessoas desde o início da pandemia, com a confirmação de 90 novas vítimas.

Mais uma vez, a região de Madri é a que apresenta o maior número de infecções em toda a Espanha, um terço do total com 1.553 positivos nas últimas 24 horas. Em seguida vem o País Basco, com 490 casos; Andaluzia, com 430, e Aragão, com 419, de acordo com dados oficiais.

Diante desses números, o governo autônomo de Madri vai restringir a mobilidade, a partir da próxima segunda-feira, nas 37 áreas da região mais afetadas pelo novo coronavírus, cujos habitantes só poderão se deslocar para outros lugares para trabalhar e cumprir obrigações legais ou educacionais, entre outros casos.

As restrições anunciadas hoje afetarão 855.193 pessoas nessas 37 áreas, onde as reuniões também serão limitadas a seis pessoas, haverá uma redução genérica da capacidade para 50% e serão realizados um milhão de testes.

"Devemos evitar o estado de alarme, mas, sobretudo, o confinamento. O confinamento é um desastre econômico e deve ser evitado por todos os meios", disse a presidente regional de Madri, a conservadora Isabel Díaz Ayuso, durante entrevista coletiva onde apresentou as novas medidas.

A população que reside nessas áreas (distribuída entre seis distritos da capital e sete municípios) é equivalente a 13% do total da comunidade autônoma de Madri, mas concentra 25% dos casos de coronavírus diagnosticados.

Essas medidas "excepcionais" estarão em vigor durante 14 dias, podendo ser estendidas se a situação epidemiológica assim exigir. EFE

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