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A Espanha, repetindo o que aconteceu ontem, alcançou neste sábado o maior registro de mortes em um mesmo dia em decorrência de infecção pelo novo coronavírus, 832, elevando o total do país para 5.690, ao mesmo tempo que o Ministério da Saúde indica uma estabilização no número de novos casos.

No boletim divulgado na véspera, eram 768 óbitos, a maior marca desde o início da contabilização feita pelos órgãos públicos. Apenas a Itália, com pouco mais de 9 mil mortes, está a frente da Espanha neste indicador.

Com relação aos dados de ontem, houve aumento de 8.189 casos, elevando o total para 72.248, o que representa 12,8% a mais. O índice é o mais baixo das últimas semanas, o que mostra tendência de estabilização no fluxo de contágios no país.

"Este incremento está se reduzindo gradualmente", afirmou o porta-voz do Ministério da Saúde, Fernando Simón, lembrando que foram 13% ontem e 20% anteontem.

Na semana passada, o índice girava em torno de 30% em quase todos os boletins divulgados pelas autoridades locais.

O número de pacientes que estão internados em unidades de terapia intensiva é de 4.575, 9,84% a mais do que na véspera, em mais um indicador que está estável. As altas hospitalares de diagnosticados com a Covid-19 já chegam a 12.285.

Simón, no entanto, evitou apresentar um discurso otimista e lembrou que "pode haver muitos casos" que não estejam sendo detectados e que é impossível estimar quantos são.

A comunidade de Madri, onde está a capital do país, de mesmo nome, é a mais afetada até o momento, com 345 mortes nas últimas 24 horas, aumentando o total para 2.757. Até o momento, 21.520 pessoas foram infectadas na região.