EFEWashington

O Pentágono confirmou nesta sexta-feira o início do processo de retirada das tropas militares americanas da Síria, onde combatiam o grupo terrorista Estado Islâmico, após o surpreendente anúncio do presidente Donald Trump de sua saída do país.

"Começou o processo de nossa deliberada retirada da Síria", indicou à Agência Efe o coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

No entanto, Ryan indicou que devido a "questões de segurança operacional", evitava "oferecer datas, lugar e movimentos de tropas específicas".

"A nossa área de responsabilidade mudou, mas a nossa missão para assegurar a derrota duradoura do EI continua", acrescentou.

Os Estados Unidos contam com cerca de 2 mil soldados desdobrados como parte da coalizão internacional no nordeste da Síria.

Em 19 de dezembro, Trump comunicou sua decisão de se retirar da Síria ao considerar que a guerra contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) tinha terminado.

A coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, é o principal aliado das Forças da Síria Democrática (FSD), aliança de milícias de maioria curda, que desde setembro realizam uma ofensiva contra os últimos redutos do grupo radical na república árabe.

A decisão da saída das tropas americanas não foi bem recebida pelas FSD, que consideram que o grupo terrorista não foi vencido totalmente e poderia ressurgir com a retirada da coalizão.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, prometeu nesta quinta-feira em discurso no Cairo que não deixará seus aliados árabes sozinhos na sua luta contra o terrorismo, apesar da retirada das tropas americanas da Síria.

Pompeo não fixou prazos para a retirada de tropas da Síria, embora afirmou que a ofensiva liderada por Washington já conseguiu arrebatar do EI 99% do território que chegou a dominar na Síria e no Iraque em 2014, quando proclamou seu califado.