EFEWashington

Os Estados Unidos determinaram novamente este ano que Cuba e Venezuela "não cooperam plenamente" na luta contra o terrorismo, segundo um aviso publicado nesta sexta-feira no Registro Federal americano.

"Determino e certifico ao Congresso que os seguintes países não estão cooperando totalmente com os esforços de antiterroristas dos EUA: Irã, República Popular da Coreia (ou Coreia do Norte), Síria, Venezuela e Cuba", diz uma nota do secretário de Estado, Antony Blinken.

Este é o segundo ano em que o governo do presidente Joe Biden, que chegou ao poder em janeiro de 2021, concluiu que nem Cuba nem a Venezuela estão colaborando plenamente com seus esforços na luta contra o terrorismo.

A Casa Branca é obrigada a notificar anualmente ao Congresso a lista de países que considera que não colaboram plenamente nesta área.

Cuba está nesta lista desde maio de 2020, o que serviu de base legal para meses depois, em janeiro de 2021, ser adicionada a outra lista negra americana, a de Estados Patrocinadores do Terrorismo, sob o mandato do ex-presidente Donald Trump.

O republicano acrescentou Cuba à lista de países patrocinadores do terrorismo nove dias antes de deixar a Casa Branca, complicando as chances de Biden de retomar imediatamente uma reaproximação com Havana.

Colocar um país nessa lista implica em barreiras ao comércio e mais sanções, mas todas essas restrições já pesavam sobre Cuba por causa do bloqueio, então, acima de tudo, tinha um componente simbólico.

Além de Cuba, Washington classifica três outros países como Estados patrocinadores do terrorismo: Coreia do Norte, Irã e Síria.

Com relação à Venezuela, os EUA classificaram Caracas pela primeira vez como um país que não colabora totalmente com os esforços antiterroristas em 2006, o que levou à proibição de vendas e licenças dos EUA para exportar itens de defesa para a Venezuela. EFE