EFEWashington

O governo dos Estados Unidos sancionou nesta quinta-feira a Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) da Venezuela pelo caso do capitão de corveta Rafael Acosta Arévalo, morto enquanto estava sob custódia dessa agência venezuelana.

"A detenção por motivos políticos e a morte trágica do capitão Rafael Acosta foi injustificada e inaceitável", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em comunicado.

Além disso, Mnuchin assegurou que "o Departamento do Tesouro está comprometido a pôr fim ao tratamento desumano que o antigo regime de (Nicolás) Maduro dá aos opositores políticos, civis inocentes e membros do exército, em um esforço para suprimir a dissidência".

O governo do presidente Donald Trump costuma referir-se a Maduro como "ex-presidente" por considerar que o chefe de Estado legítimo da Venezuela é o líder opositor Juan Guaidó, que foi reconhecido como tal por 54 nações.

Como resultado das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro, ficam congeladas todas as propriedades que a DGCIM possa ter sob jurisdição americana e, além disso, essa agência está impedida de efetuar transações financeiras com qualquer pessoa que se encontre nos EUA.

No último dia 29 de junho, o governo venezuelano confirmou a morte de Acosta Arévalo, que estava sob custódia dos funcionários da DGCIM e que foi acusado de supostamente participar de uma conspiração para derrubar Maduro.

Dois militares da Guarda Nacional Bolivariana foram detidos pela sua suposta responsabilidade nessa morte.

Segundo sua defesa e porta-vozes da oposição, Acosta Arévalo foi torturado até a morte e na última vez em que foi visto com vida, quando se apresentou diante de um tribunal militar, não conseguia se manter de pé ou falar.

A esse respeito, o Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que a morte de Acosta Arévalo é "só uma amostra mais recente de brutalidade cometida por uma agência notória pelos seus métodos violentos".