EFEWashington

Os Estados Unidos voltaram oficialmente a aderir o Acordo Climático de Paris, um dos compromissos do novo presidente do país, Joe Biden, segundo anúncio feito pelo secretário de Estado americano, Anthony Blinken.

"O Acordo de Paris é uma estrutura sem precedentes para a ação global. Sabemos disso porque ajudamos a projetá-lo e torná-lo realidade. Seu propósito é simples e amplo: ajudar a todos nós a evitar o aquecimento global catastrófico e construir resistência em todo o mundo aos impactos da mudança climática que já estamos vendo", declarou o diplomata chefe dos EUA em comunicado.

O país mais rico do mundo volta ao pacto internacional para conter o aquecimento global depois da saída ocorrida durante o governo de Donald Trump, que demonstrou ceticismo em relação à mudança climática.

"Enfrentar as ameaças reais da mudança climática e ouvir nossos cientistas está no centro de nossas prioridades de política nacional e externa. É vital para nossas conversas sobre segurança nacional, migração, esforços internacionais de saúde, e em nossas conversas sobre diplomacia econômica e comércio", destacou Blinken.

Logo depois de tomar posse, em 20 de janeiro, Biden anunciou que convocará uma Cúpula Climática em 22 de abril para tentar coordenar as ações e renovar o esforço de transição para uma economia mais sustentável.

Washington foi um dos signatários originais do grande pacto selado em 2015 na capital francesa, durante o governo de Barack Obama, do qual Biden foi vice-presidente.

A participação dos EUA, o segundo maior emissor de gases de efeito estufa em todo o mundo, atrás da China, é considerada pelos especialistas como fundamental para qualquer tentativa de combater o aquecimento global.