EFEBogotá

Um ex-capitão do Exército colombiano foi quem elaborou e executou o ataque de 25 de junho contra o helicóptero do presidente Iván Duque na cidade de Cúcuta e o de 15 antes, com um carro-bomba, contra uma brigada do Exército, pelo qual foram detidos dez dissidentes das Farc.

O procurador-geral da Colômbia, Francisco Barbosa, declarou nesta quinta-feira que "a pessoa que elaborou e executou o plano criminoso, Andrés Fernando Medina Rodríguez, é um capitão do Exército Nacional que foi licenciado por saúde há alguns anos".

No dia 25 de junho, seis tiros atingiram o helicóptero presidencial no qual viajavam Duque, dois ministros e alguns funcionários regionais, que saíram ilesos. No momento dos tiros, a aeronave se aproximava de Cúcuta, capital do estado de Norte de Santander e na fronteira com a Venezuela.

Dez dias antes, um carro-bomba explodiu na sede da Brigada 30 do Exército em Cúcuta, na qual havia militares dos Estados Unidos, e deixou 36 pessoas feridas.

ATENTADO PLANEJADO DA VENEZUELA.

O ministro da Defesa, Diego Molano, explicou que "esse atentado contra o presidente e contra a Brigada 30 foi planejado da Venezuela", motivo pelo qual pediu para a comunidade internacional refletir sobre como o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, continua "abrigando terroristas" que planejam ataques contra a "institucionalidade colombiana".

Andrés Fernando Medina Rodríguez, que o Ministério Público e o de Defesa consideram a mente por trás da tentativa de assassinato do presidente, é um militar de alta patente e piloto de helicópteros. Ele se aposentou em 2016, após 12 anos de serviço, segundo a imprensa local.

Barbosa acusou , com "material de prova e evidência técnica", os atentados à Frente 33 das dissidências das Farc, que são lideradas por 'Jhon Mechas' e se refugiam no país vizinho.

Entretanto, as autoridades não se referiram aos vínculos que levaram ao ex-capitão e aos dissidentes das Farc ou os motivos por trás dos dois ataques.

OS DETIDOS.

"Como resultado deste trabalho de investigação, dez pessoas foram capturadas, membros desta organização em diferentes zonas do país: em Cúcuta, Zulia e no povoado de La Gabarra, em Tibú, Norte de Santander", disse Barbosa, ao acrescentar que os detidos estão em prisão provisória desde a quarta-feira.

Os detidos foram identificados como Joaquín Medina Duarte, também conhecido como "Joaquín"; Andrés Fernando Medina Rodríguez, "El Capi"; e Ciro Alfonso Gutiérrez Ballesteros, "Ciro"; que foram acusado pelos crimes de terrorismo agravado, tentativa de homicídio agravado e conspiração agravada para cometer um crime por participarem do ataque contra a brigada.

Também foram acusados de conspiração criminosa pelo atentado com carro-bomba Édison Durán Ascanio, "Ascanio"; Vladimir Acosta Pérez, "Yimmy"; Fredy Esteban Maldonado Torrado, "Pancho"; Jhon Freddy Lizarazo Rodríguez, "El Flaco" ou "Miguel"; e Geraldine Fiayo Torrado, "Geraldine".

Pelo ataque contra Duque, que contou com a participação de "El Capi", "Ascanio" e "Miguel", também foram detidos Yeison Herminio Bernal Rincón, suposto motorista do táxi que levou os atiradores ao local dos tiros, e Yeferson Román Gamboa, a quem é atribuído o apoio logístico.