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O ex-general venezuelano Hugo Armando Carvajal, conhecido como Pollo Carvajal, voltou a apontar antigas lideranças do partido de esquerda espanhol Podemos como supostos recebedores de pagamentos feitos pelo governo da Venezuela, já com Nicolás Maduro no poder, segundo fontes informaram à Agência Efe.

O antigo aliado de Hugo Chávez, que aguarda o andamento de processo de extradição para os Estados Unidos, que o acusa de envolvimento com o tráfico de drogas, prestou depoimento nesta terça-feira, como testemunha, a um juiz da Audiência Nacional da Espanha.

O tribunal do país europeu investiga um suposto financiamento irregular do Podemos - que faz parte da coalizão liderada pelos socialistas no governo da Espanha -, em caso que havia sido arquivado em 2016, mas foi reaberto na semana passada, após as acusações feitas por Carvajal.

O ex-general venezuelano, antigo chefe do Serviço de Inteligência da Venezuela, falou novamente sobre os supostos pagamentos que teriam saído das contas da companhia petrolífera estatal PDVSA, conforme indicaram as fontes, e apresentou uma lista de testemunhas.

De acordo com as informações obtidas pela Efe, Pollo Carvajal se comprometeu a seguir apresentando documentação, na medida em que a receber, embora tenha admitido que exista dificuldade para obtê-la, considerando que está preso em Madri desde setembro, após quase dois anos foragido.

Desde a detenção, o ex-general tem tentando evitar a extradição para os Estados Unidos, como com recursos à decisão do governo da Espanha, pedidos de asilo ou mesmo a revelação de supostos esquemas de corrupção envolvendo o governo venezuelano e antigas lideranças políticas espanholas.

Nesta sexta-feira, está previsto que juízes da Audiência Nacional avaliem a brecha legal apresentada pela defesa de Carvajal que impediu o envio para os EUA, que estava marcada para o último sábado, mas acabou sendo suspenso. EFE