EFELima

A família do ex-presidente peruano Alan García, que morreu nesta quarta-feira ao dar um tiro na própria cabeça para evitar ser detido por seu envolvimento no caso Odebrecht, rejeitou a realização de um funeral com honras de Estado como lhe correspondia como ex-governante do país.

O secretário pessoal de García, Ricardo Pinedo, anunciou a meios de comunicação locais que o funeral acontecerá na Sexta-feira Santa ao meio-dia, depois que seus restos mortais tenham sido velados durante um dia e meio na sede do Partido Aprista Peruano, que era liderado pelo o ex-mandatário.

"Será velado e enterrado somente com as honras apristas, que às vezes são muitos maiores que as honras do presidente (Martín) Vizcarra", disse Pinedo sobre o atual governante do Peru, o qual García meses acusou de estar por trás da investigação sobre ele, a mesma que rotulou de "perseguição".

O secretário de García indicou que a sede do Partido Aprista estará aberta a "toda pessoa que queira render honras" ao ex-presidente, que morreu com 69 anos.

Além disso, afirmou que a autópsia de García será realizada no Hospital Casimiro Ulloa, onde o ex-governante foi internado após ter disparado contra a própria cabeça, e que o corpo não passará, portanto, pelo necrotério central de Lima, onde habitualmente acontecem as necropsias para constatar as causas da morte nestas circunstâncias.

García era investigado pelo Ministério Público para averiguar se tinha recebido subornos da Odebrecht relacionados com a licitação da linha 1 do metrô de Lima. EFE

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