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A polícia local de Madri interveio em 474 festas clandestinas ou reuniões ilegais de espanhóis e estrangeiros em residências entre a última quinta-feira e domingo, que se multiplicam todos os fins de semana na capital da Espanha, apesar de serem totalmente proibidas devido à epidemia da Covid-19.

Desde o início do segundo estado de alarme na Espanha, no dia 25 de outubro do ano passado, a polícia teve que intervir em 7.789 festas ou reuniões em Madri por incumprimento das medidas sanitárias, que são mantidas por medo de uma nova onda de infecções.

Estas celebrações ilegais foram favorecidas nesta ocasião por três feriados consecutivos, de sexta a domingo.

Na noite de sábado, foi despejada uma casa turística no distrito de Chamartín (norte da cidade) onde estavam 48 pessoas de dez nacionalidades, informaram, nesta segunda-feira, fontes policiais à Agência Efe.

Uma das intervenções mais marcantes foi realizada numa localidade do centro de Madri onde a capacidade permitida era de 74 pessoas, mas no interior tinham 117.

Além disso, este fim de semana resultou em 518 propostas de sanções por não uso de máscara, 485 por consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas e 921 por violação sem justificativa dos prazos do toque de recolher obrigatório.

No fim de semana anterior, a Polícia Municipal agiu para impedir 421 reuniões ou festas ilegais, dez delas em apartamentos turísticos. Nessas residências geralmente há mais pessoas do que as autorizadas e não são utilizadas máscaras ou outras medidas de segurança.

Por sua vez, a Polícia Nacional deteve 65 pessoas na Comunidade (região) de Madri entre sexta-feira e domingo e propôs a sanção de outras 1.450 por descumprimento das medidas sanitárias contra o coronavírus, informaram fontes policiais.

As regiões espanholas mantiveram as restrições à mobilidade territorial e às relações sociais durante o último feriado e farão o mesmo nas próximas férias da Páscoa para evitar um ressurgimento da infecção, após uma terceira onda gravíssima de infecções, internações e mortes.

No entanto, os viajantes estrangeiros podem entrar na Espanha com um teste PCR negativo, entre outras condições, como passar por quarentena na chegada, dependendo do país de origem.

A incidência média da doença na Espanha estagnou em cerca de 128 infecções por 100 mil habitantes em 14 dias, nível considerado de risco médio, mas ainda longe da meta de cair para menos de 50 casos. Em Madri é 225.

Desde o início da pandemia, 3.212.332 pessoas foram infectadas na Espanha e 72.910 morreram. EFE

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