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As forças armadas da Venezuela garantiram nesta sexta-feira que seguem leais ao governo do presidente Nicolás Maduro, um dia depois dos Estados Unidos anunciaram processo contra o chefe de governo e outras 14 personalidades do movimento chavista por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e terrorismo.

Através de um comunicado lido pelo Comandante Estratégico Operacional, o almirante-em-chefe Remigio Ceballos, acompanhando de comandantes das cinco corporações que integram as forças armadas, os militares deixaram claro o "compromisso inquebrável" com o mandatário e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, entre outras lideranças.

"A Força Armada Nacional Bolivariana rejeita categoricamente as extravagantes e extremistas acusações formuladas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos", segundo afirmou o porta-voz do grupo, durante a leitura do texto.

Ontem, o governo dos Estados Unidos anunciou que processou Maduro, 14 personalidades do movimento chavista, entre eles, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte Diosdado Cabello, o vice-presidente econômico Tareck El Aissami, o ex-general Hugo Carvajal e o ex-chefe militar Cliver Alcalá Cordones.

Além deles, dois dissidentes do ex-grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e terrorismo.

Procuradores dos estados da Flórida e de Nova York, onde os processos foram apresentados, dizem que desde que o ex-presidente Hugo Chávez tomou posse, em 1999, o governo venezuelano conspira com as Farc para levar toneladas de cocaína para o território dos EUA.

O chefe de governo da Venezuela classificou a ação anunciada nesta quinta-feira contra ele e alguns de seus principais colaboradores como "uma ação extravagantemente extremista", curiosamente, os mesmos termos utilizados hoje pelos militares.