EFEParis

A França vai mobilizar 7 mil agentes para reforçar o dispositivo de segurança antiterrorista, conforme anúncio feito nesta sexta-feira pelo governo, em resposta ao ataque jihadista contra uma igreja em Nice, ontem, no qual três pessoas - entre elas uma brasileira - foram mortas.

Os 3,5 mil agentes da reserva que serão convocados a partir da próxima segunda-feira e outros 3,5 mil policiais e guardas das unidades móveis que estarão à disposição dos prefeitos, vão somar ao aumento do número de militares da operação antiterrorista Sentinelle que patrulha o território francês, que passará de 3 mil para 7 mil.

Em entrevista coletiva, o ministro do Interior, Gérald Darmanin, explicou que mais 120 policiais serão enviados a Nice, cidade onde ocorreu o último ataque.

Todos esses anúncios acontecem horas após o primeiro-ministro, Jean Castex, indicar que o nível de vigilância antiterrorista foi elevado ao máximo, o chamado "ataque de emergência".

Já a ministra da Defesa, Florence Parly, disse que o destacamento de militares adicionais, que começou ontem e vai continuar nos próximos dias, permitirá aumentar o número de locais sob vigilância, incluindo centros religiosos e escolas.

O chanceler Jean-Yves Le Drian enviou uma mensagem de alerta a todos os franceses que residem no exterior para que fiquem atentos, pois a ameaça de serem alvo de ataques também é "forte".

Le Drian explicou que serão tomadas medidas para defender os cidadãos franceses e os interesses nacionais no exterior. EFE

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