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O general Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária do Irã, ameaçou neste sábado transformar em um "campo de batalha" qualquer país que faça ataques em solo iraniano, em resposta ao envio de tropas dos Estados Unidos ao Golfo Pérsico.

"Nunca permitiremos que a guerra alcance nosso território. Não pararemos até a destruição do agressor e não deixaremos nenhum lugar seguro", garantiu Salami, durante a inauguração de uma exposição de destroços de drones americanos derrubados pelo Irã.

A tensão com os Estados Unidos cresceu nos últimos dias, depois que a gestão do presidente Donald Trump acusou os iranianos dos ataques realizados há uma semana contra a companhia petrolífera saudita Aramco.

Apesar do governo do Irã negar qualquer envolvimento com o caso, os EUA impuseram mais sanções ao Banco Central do país asiático, e ainda enviou tropas para a Arábia Saudita e Emirados Árabes, uma decisão considerada moderada, já que eram planejadas opções militares para a região.

As autoridades iranianas já tinham se manifestado anteriormente que responderiam com firmeza a qualquer ataque, mas, sem a firmeza com que Salami garantiu neste sábado.

"Nossa resposta não será limitada. Temos a capacidade de responder e estamos preparados diante de qualquer cenário", afirmou.

O chefe da Guarda Revolucionária destacou a grande capacidade, segundo ele, do Irã derrubar drones, como aconteceu em junho deste ano, com um equipamento americano, no estreito de Ormuz.

"Derrubaremos cada drone que viole o nosso espaço aéreo", ameaçou.