EFEEdimburgo (Reino Unido)

O governo do Reino Unido afirmou, nesta quarta-feira, estar "decepcionado" com a decisão da Justiça escocesa, que hoje declarou "ilegal" a suspensão temporária do Parlamento, e anunciou que a recorrerá da decisão na Suprema Corte.

Após tomar conhecimento da decisão do Tribunal de Apelação da Escócia, onde opinou que o fechamento do Parlamento viola a lei, um porta-voz do Governo de Boris Johnson anunciou que recorrerá no Supremo Tribunal, a máxima instância judicial britânica.

Os três juízes que compõem o mais alto tribunal de apelação da Escócia revogaram uma decisão anterior, emitida no último dia 4, onde determinava que o fechamento estava em conformidade com a lei.

A decisão anunciada hoje não deve alterar, por enquanto, os planos de suspensão da Câmara dos Comuns - que está fechada desde ontem -, uma vez que, antes do recurso interposto, o caso será resolvido no próximo dia 17 na Suprema Corte.

Os mais de 70 parlamentares que se queixaram contra o gabinete conservador acreditam que o objetivo de Johnson é silenciar o Parlamento com a estratégia de fechá-lo diante do Brexit, já que as câmaras não serão reabertas até o dia 14 de outubro, dias antes da data prevista para a saída da UE.

Por outro lado, o primeiro-ministro sustenta que sua intenção é informar o seu programa de governo para o próximo ano durante o "Discurso da Rainha", em 14 de outubro.

"O governo do Reino Unido precisa apresentar uma sólida agenda legislativa nacional. A extensão do Parlamento é a maneira legal e necessária para alcançá-la", disse o porta-voz.