EFEPequim

As autoridades de Wuhan, na China, voltaram atrás nesta segunda-feira da medida de acabar com a quarentena impostas aos moradores da cidade, como havia sido anunciado mais cedo através de perfis oficiais em redes sociais.

No Sina Weibo, o equivalente ao Twitter no país, foi postada uma nota pelo governo regional, apontando que a quarentena iniciada faz mais de um mês, entre residentes que não estivessem sob observação médica ou em isolamento, seria relaxada.

Minutos depois, no entanto, um segundo comunicado apontou que o primeiro estava "invalidado", sem que fosse apresentada uma justificativa para a mudança de posicionamento.

De acordo com o jornal chinês "Global Times", o primeiro informe foi publicado sem que houvesse aprovação do escritório local de combate à epidemia, por isso, foi preciso fazer a correção posterior.

A medida que acabou invalidada permitia que as pessoas poderiam deixar Wuhan se não estivessem em observação ou isolamento, em caso de necessidades por "assuntos urgentes em outras cidades".

Posteriormente, o governo regional admitiu à agência de notícias "China News Service" que o primeiro texto foi emitido em um centro e comando, sem a aprovação dos superiores.

Desde o dia 23 de janeiro, a cidade de Wuhan, que tem 11 milhões de habitantes, está "fechada", sem que haja permissão para entrada ou saída, com o tráfego de veículos suspensos, exceto para órgãos de emergência.

Até o momento, a China registrou 2.592 mortes pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Além disso, são 77.150 infectados já contabilizados. EFE

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