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O governo da Espanha manifestou pesar pela morte, aos 92 anos, do bispo dom Pedro Casaldáliga, neste sábado, em Batatais (SP), onde estava internado com uma grave pneumonia.

Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo espanhol destacou o "enorme trabalho religioso, humanitário e social, cujo legado tangível se traduz, entre outros, na criação de escolas e centros médicos" no Brasil.

"Um ativista a favor dos povos indígenas e um forte defensor da teologia da libertação, o bispo Casaldáliga acreditava na justiça e na esperança, e na opção pelos pobres, no acesso à terra, na defesa dos mais fracos e das comunidades indígenas, bem como na proteção da Amazônia e do meio ambiente", diz o comunicado.

O texto também destaca a "abundante" obra poética e filosófica de dom Pedro, autor do livro "Descalço sobre a Terra Vermelha", e outras frases de "conteúdo rico" entre as quais: "a Terra é o único caminho que pode nos levar ao Céu", "onde há pão, há Deus" e "no final do caminho, eles me perguntarão: você já viveu, já amou? E eu, sem dizer nada, vou abrir meu coração cheio de nomes".

Orgulhoso de suas origens, o bispo espanhol também recebeu o Prêmio Internacional da Catalunha em 2007, lembra o comunicado.

Por fim, o governo espanhol também transmitiu suas condolências à Comunidade Claretiana (da qual o religioso fazia parte), à Diocese de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, da qual ele era bispo, à família e aos amigos de dom Pedro.