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O grupo "Republic", que milita a favor da abolição da monarquia britânica, pediu nesta terça-feira a abertura de uma investigação parlamentar pelos 2,4 milhões de libras (R$ 11,7 milhões de euros) gastos pelo príncipe Harry e sua mulher Meghan Markle para reformar a Frogmore Cottage, residência do casal.

A organização questiona o gasto dessa quantidade de dinheiro enquanto muitos serviços públicos estão "sob pressão financeira".

O porta-voz de "Republic", Graham Smith, afirmou hoje que "um deputado que gasta o dinheiro dos contribuintes em uma residência privada provavelmente não seria deputado por muito tempo".

"Os fundos públicos não devem ser consumidos em membros individuais da família real, em absoluto, embora tivéssemos todo o dinheiro do mundo para gastar em serviços públicos. Isso não deveria ocorrer", asseverou.

Smith antecipou que os membros da associação escreverão aos parlamentares de suas respectivas circunscrições para pedir que avaliem se deveriam investir dinheiro público na família real.

O escritório que administra a contabilidade do chamado Sovereign Grant, que financia as despesas oficiais derivadas da residência da rainha, revelou que a monarquia custou neste ano fiscal ao contribuinte 67 milhões de libras (R$ 326,96 milhões), um aumento de quase 20 milhões de libras (R$ 107,3 milhões) frente ao período anterior.

Em relação às tarefas realizadas no Frogmore Cottage, um edifício do século XIX, Michael Stevens, responsável das contas da monarquia, disse que o local não passou "por reformas durante alguns anos e tinha sido selecionado para ser renovado" com o objetivo de "manter a condição de palácio real ocupado".

Stevens esclareceu que "substancialmente, todos os móveis" foram pagos pelos duques.