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O chefe do Parlamento, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por quase 60 países, anunciou neste domingo a suspensão das responsabilidades de um grupo de deputados da oposição que supostamente estão envolvidos em um caso de corrupção.

Em entrevista coletiva, o dirigente da oposição noticiou o início de uma exaustiva investigação com ONGs e imprensa, dada, em suas palavras, a precariedade das instituições venezuelanas, as quais acusa de terem sido "usurpadas" pelo chavismo governista. No entanto, a suspensão de responsabilidades não significa que ele tenha retirado o mandato dos parlamentares.

Guaidó externou sua rejeição a esforços que um grupo de deputados teria feito para dar indulgências a empresários supostamente ligados ao Chavismo, apontados como corruptos. A informação sobre o novo caso foi publicada pelo portal "Armando.info", a qual Guaidó agradeceu pelo trabalho.

De acordo com o "Armando.info", um grupo de deputados coordenados por Luis Parra, da Primero Justicia (PJ), entregou ao Ministério Público uma carta de boa conduta em favor dos responsáveis pelas negociações sobre importações para a combos CLAP, um programa alimentar subsidiado pelo governo acusado de corrupção.

"O objetivo era que estas agências absolvessem ou deixassem de investigar empresários como Carlos Lizcano, um subordinado do já punido Alex Saab e Álvaro Pulido", explicou o autoproclamado presidente da Venezuela.

Guaidó também esclareceu que, de acordo com o Regimento do Parlamento, os acusados só deixarão de ser deputados quando a sua imunidade parlamentar for suspensa e isso dependerá do resultado das investigações. Ele ainda decretou a invalidade de qualquer documento que tenha sido apresentado por investigação que tenha sido emitida regularmente ou irregularmente pela Comissão Parlamentar de Contabilidade.

Ele também informou sobre as ações que tomará como presidente interino e disse que seu "chanceler", Julio Borges, apresentará o caso aos países que se reunirão na terça-feira em Bogotá, em encontro dos integrantes do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, um tratado de assistência militar. EFE

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