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A Força Naval dos Guardiães da Revolução do Irã reteve um petroleiro "estrangeiro" que estava realizando operações de contrabando no Golfo Pérsico, onde a tensão aumentou nos últimos meses, informou nesta quinta-feira em comunicado.

O navio apreendido estava tentando traficar um milhão de litros de combustível perto da ilha de Larak

De acordo com um comunicado divulgado por esta unidade militar de elite, a Força Naval esteve monitorando os movimentos do navio e descobriu que tentava traficar combustível, por isso que solicitou uma ordem judicial para detê-lo.

A embarcação tem capacidade para transportar 2 milhões de litros de combustível e a bordo da mesma havia 12 tripulantes estrangeiros, segundo a nota, que não revelou a nacionalidade dos mesmos e nem a bandeira sob a qual o navio viajava.

Os tripulantes tinham recebido combustível de contrabando de pequenas lanchas iranianas e iriam entregá-lo a outras embarcações estrangeiras situadas em uma região mais distante.

Os Guardiães da Revolução negaram ter detido mais embarcações, como publicaram alguns veículos de imprensa, e advertiram que estão monitorando o Golfo Pérsico 24 horas por dia para defender os interesses do Irã.

Este anúncio acontece em meio às especulações dos últimos dias sobre o paradeiro de um petroleiro emirati com bandeira do Panamá desaparecido na noite de sábado no estreito de Ormuz.

Alguns veículos de imprensa americanos noticiaram que o mesmo tinha sido retido pelo Irã, mas o porta-voz de Relações Exteriores, Abbas Musavi, disse na terça-feira que seu país tinha feito o resgate do navio após receber uma chamada de socorro devido a um defeito.

O comunicado dos Guardiães da Revolução não esclarece se tratava-se do mesmo petroleiro.

Este novo incidente pode elevar ainda mais a tensão no Golfo Pérsico, onde nos últimos meses ocorreram sabotagens e ataques a petroleiros e navios-tanque.

Os Estados Unidos responsabilizaram o Irã por estes ataque, que negou envolvimento nos fatos.

As autoridades iranianas ameaçaram várias vezes bloquear o estreito de Ormuz se as sanções americanas as impedirem de vender seu petróleo.