EFECheorwon (Coreia do Sul)

O 70º aniversário do início da Guerra da Coreia foi comemorado nesta quinta-feira em um ambiente rarefeito marcado pelo recente distanciamento entre Norte e Sul e a surpreendente ordem dada nesta semana por Kim Jong-un para diminuir a tensão na fronteira.

Nem em Seul, onde o presidente sul-coreano Moon Jae-in ficou em silêncio, ou em Pyongyang, onde nenhum ato foi divulgado, houve destacamentos importantes para comemorar um aniversário que pegou ambas as Coreias em um momento de hostilidade, aberta nas últimas semanas pelo lado do Norte.

Após a fracassada cúpula de desarmamento entre Coreia do Norte e Estados Unidos, no ano passado, em Hanói, a comunicação transfronteiriça desapareceu até o regime elevar o tom no início deste mês, quando ativistas do Sul, a partir da linha divisória, enviaram balões com propaganda contra o Kim Jong-un.

Enfurecido, o líder norte-coreano destruiu na semana passada o escritório de ligação inter-coreano, localizado em seu território e símbolo da aproximação entre os dois países em 2018. Além disso, ele anunciou que enviaria tropas para a fronteira, encerrando um importante pacto militar assinado durante aquela "lua de mel" de dois anos atrás.

Em Cheorwon, um condado fronteiriço que permanece hoje no território sul-coreano e onde foram travadas algumas das mais sangrentas batalhas da guerra, foram homenageados veteranos do Sul que, juntamente com o contingente da ONU liderado pelos EUA, combateram as tropas de Kim Il-sung, avô do atual líder, que tinha apoio chinês e soviético.

Os mortos foram homenageados, ex-militares condecorados e pombos foram lançados em direção ao Norte para satisfazer o desejo de uma paz que tecnicamente ainda não chegou (a guerra foi fechada com um cessar-fogo e não com um tratado de paz).