EFELas Palmas de Gran Canaria (Espanha)

Um total de 2.021 imigrantes ilegais chegou às Ilhas Canárias nos últimos 15 dias, elevando o saldo total em 2020 para 8.102, número oito vezes maior do que o resgistrado no mesmo período de 2019, informou nesta sexta-feira o Ministério do Interior da Espanha.

Esses dados, correspondentes aos primeiros 15 dias de outubro, representam 25% de todo o fluxo migratório de 2020 em direção ao arquipélago espanhol localizado na costa da África, conhecido como "rota das Canárias".

Entre janeiro e meados de outubro deste ano, os migrantes que deixaram o continente africano para chegar ao arquipélago utilizaram um total de 306 barcos precários, e 81 deles chegaram à costa apenas na última quinzena.

Além disso, a chegada de imigrantes às ilhas está aumentando rapidamente: durante a segunda quinzena de agosto, apenas 485 cidadãos estrangeiros entraram ilegalmente ao território espanhol, mas esses número subiram 1.188 nos primeiros 15 dias de setembro e para 960 nas últimas duas semanas desse mês.

Esses dados fazem com que as autoridades temam uma nova "crise dos cayucos", como a que ocorreu entre 2004 e 2008.

O nome "cayuco" se refere aos barcos que levavam grandes quantidades de imigrantes africanos ao arquipélago espanhol.

Naquele período, chegaram às Ilhas Canárias, 8.426 imigrantes em 2004, 4.715 em 2005, 31.678 em 2006 (recorde da rota), 12.478 em 2007 e 9.191 em 2008. Desde então, não haviam sido registrados fluxos migratórios comparáveis aos atuais, especialmente a partir do mês de agosto.

No entanto, a chegada de imigrantes por via marítima está diminuindo a um ritmo internual de 30% no resto do território espanhol, onde apenas 12.336 pessoas desembarcaram em 2020, 5.265 a menos do que no memos período de 2019, o que se deve a maiores dificuldades para deixar o norte da África. EFE

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