EFEJacarta

A Indonésia, quarto país mais populoso do mundo com cerca de 270 milhões de habitantes, iniciou nesta quarta-feira uma complexa campanha de vacinação contra a Covid-19 com a inoculação da presidente, Joko Widodo, da primeira dose da CoronaVac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac.

O presidente queria ser o primeiro a servir de exemplo ao resto da população sobre a confiança depositada na vacina, em um evento transmitido ao vivo do Palácio Presidencial, em Jacarta.

A vacinação do presidente foi seguida por um ministro e outras autoridades, como o chefe da Polícia, Idham Azis, e do Exército, Hadi Tjahjanto, e o diretor da Associação Médica, Daeng M. Faqih, entre outros.

Embora membros do gabinete, como o vice-presidente Ma'ruf Amin, de 77 anos, não serão vacinados com o medicamento da Sinovac até que as autoridades saibam mais informações sobre a eficácia do medicamento em pessoas com mais de 59 anos de idade.

Essas primeiras vacinações marcam o início da primeira fase da campanha que prioriza a aplicação das doses em 1,46 milhão de profissionais da saúde, para depois dar continuidade a outros 17,4 milhões de servidores públicos entre 18 e 59 anos.

Em abril, e já com o medicamento da Pfizer e AstraZeneca, será iniciada a vacinação de 21,5 milhões de idosos, disse o ministro da Saúde, Budi Gunadi.

As autoridades já começaram a distribuir 3 milhões de doses recebidas da vacina Sinovac entre as 34 províncias do arquipélago.

A Indonésia, com um vasto território formado por mais de 17 mil ilhas (6 mil delas habitadas), enfrenta grandes desafios para chegar a todos os cantos do país.

O ministro da Saúde reconheceu que a distribuição em algumas províncias ainda não pode ser assegurada, "pois a capacidade de armazenamento da cadeia de frio não é suficiente".

A Indonésia é o primeiro a autorizar o uso da vacina da Sinovac, que segundo testes clínicos realizados no próprio país tem demonstrado eficácia de 65,3% e foi certificada como halal (adequado para muçulmanos).

O país espera receber a maior parte das vacinas, que serão gratuitas, ao longo do segundo semestre e, de acordo com os planos iniciais, pretende completar a inoculação de dois terços de sua população - 181,5 milhões de pessoas -, até março de 2022.

Atualmente, a Indonésia, o país do Sudeste Asiático mais afetado pelo Covid-19, registra um aumento acentuado no número de casos confirmados diários com o vírus e já acumulou mais de 840 mil pacientes desde o início da pandemia, incluindo cerca de 24,5 mil mortes.

Além da empresa farmacêutica chinesa, a Indonésia assinou acordos de compra com a Pfizer e AstraZeneca para comprar um total de quase 330 milhões de vacinas.