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Um americano preso no Irã e um iraniano detido nos Estados Unidos foram libertados neste sábado, em uma aparente troca de prisioneiros dos dois países, que não mantêm relações diplomáticas há quase quatro décadas.

"Fico feliz que o professor Masud Soleimani e o senhor Xiyue Wang se unirão às respectivas famílias em breve", escreveu no Twitter o ministro das Relações Exteriores do país asiático, Mohamad Yavad Zarif.

O iraniano foi preso no aeroporto de Chicago, no ano passado. Já o americano, que é pesquisador e acadêmico, foi detido em 2016, no Irã, depois de ser acusado de espionagem.

Zarif, junto com texto, publicou imagens em que aparece ao lado de Soleimani, e aproveitou para agradecer todos os envolvidos no processo de libertação, em especial, ao governo da Suíça.

A embaixada do país europeu em Teerã representa os interesses dos Estados Unidos no Irã, devido a ausência de relações diplomáticas desde 1980.

Em abril do ano passado, o ministro das Relações Exteriores chegou a revelar a proposta que fez por uma troca de prisioneiros, feita seis meses antes, que até então não havia sido respondida.

O governo dos EUA fez inúmeros apelos públicos pela libertação de Wang, que tem origem chinesa, assim como a de outros americanos presos no Irã. No caso específico do acadêmico solto pelo país asiático, ele foi acusado de tentar se infiltrar em instituições de pesquisa, com o objetivo de obter informações confidenciais.

Essa aparente troca de presos acontece em um momento de grande tensão entre Teerã e Washington, principalmente, pelas sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, devido a saída unilateral do acordo nuclear de 2015.