EFEWashington

Assassinado na Malásia em 2017, Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, era informante da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), afirmou nesta segunda-feira o "The Wall Street Journal".

O "Journal", que cita uma fonte anônima com conhecimento do caso, afirmou que Kim Jong-nam se reuniu com agentes americanos em múltiplas ocasiões. A fonte citada pelo jornal americano descreveu que "havia um nexo" entre o irmão do líder norte-coreano e a CIA.

Kim Jong-nam foi assassinado em fevereiro de 2017 no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres que o infectam com o agente nervoso XV, catalogado como arma de destruição em massa pela ONU. Estados Unidos e Coreia do Sul afirmam que elas trabalhavam para a Coreia do Norte.

O regime de Kim Jong-un negou qualquer tipo de envolvimento no crime. As mulheres, a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Doan Thin Houng, deixaram a cadeia neste ano.

Segundo o "Journal", Kim Jong-nam, que vivia em Macau, na China, tinha viajado para a Malásia para se reunir com agentes americanos. No entanto, o jornal considera que pouco provável que o irmão do líder norte-coreano pudesse fornecer detalhes do funcionamento interno do país já estava há varios anos afastado de Pyongyang e do círculo de poder.

Detalhes concretos da relação entre a CIA e o integrante da dinastia norte-coreana "ainda não estão claros", de acordo com o jornal americano. A fonte citada pelo "Journal" tambe'm afirmou que é possível que Kim Jong-nam mantivesse contato com serviços de inteligência de outros países, especialmente os da China.

Kim Jong-nam era o filho mais velho do ex-líder norte-coreano Kim Jong-il (1994-2011) e foi considerado como herdeiro natural de seu pai no poder. No entanto, o irmão de Kim Jong-un caiu em desgraça no início da década de 2000 e viveu no exílio nos últimos anos de sua vida.