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O número diário de mortes na Itália em decorrência do novo coronavírus voltou a subir nesta segunda-feira, com o anúncio de que 636 pessoas perderam a vida no país desde a divulgação do boletim de ontem, elevando o total para 16.523.

O domingo havia sido de registro da menor quantidade de óbitos em quase três semanas, com 525, mas a tendência de alta foi retomada com as informações da agência de Defesa Civil italiana.

O número de novos casos é de 3.599, mais uma vez, menor do que o da véspera, o que vai confirmando a redução dos contágios. Ao todo, a Itália teve 132.547 infecções desde o início da crise, ainda em fevereiro.

Segundo o diretor da Defesa Civil, Angelo Borrelli, atualmente existem 93.187 pessoas doentes, o que significa que o número de resultados positivos aumentou em 1.941 em um dia, e 22.837 pessoas já foram curadas, mais de 1 mil em um único dia.

A maioria dos positivos, 60.613, está em isolamento domiciliar, outros 28.976 estão hospitalizados com sintomas e apenas 3.898 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), uma redução pelo terceiro dia consecutivo.

O pneumologista Luca Richeldi observou que "os dados confirmam substancialmente a reconfortante tendência" relatada nos últimos dias e que "demonstra que as medidas de confinamento estão dando resultado" na Itália.

O governo italiano aprovou um confinamento nacional total e a suspensão de todas as atividades produtivas não essenciais até próximo dia 13 para tentar conter o vírus, embora no país se tenha como certo que durará até maio, como recomendado pela Defesa Civil.

Richeldi enfatizou que a decisão de estender o isolamento será do governo, mas enfatizou que, embora os dados sejam encorajadores, eles não devem conduzir a uma redução dos cuidados e da prevenção mantidos até agora.

O pneumologista, que trabalha em um hospital de Roma, indicou que é essencial continuar realizando controles e testes na população para saber "como a pandemia está progredindo não apenas no nível nacional, mas em cada região", pois isso permitirá desenvolver uma estratégia devolver progressivamente a normalidade ao país.

Ele também foi questionado sobre a necessidade de todos os cidadãos usarem máscaras, depois que a região da Lombardia tornou obrigatório sob multas de 400 euros para aqueles que não a respeitam.

Na sua opinião, a máscara "dá uma falsa sensação de segurança" às pessoas que as usam e enfatizou que manter uma distância de mais de um metro com outras pessoas e lavar as mãos continuamente é "mais eficaz".

"A máscara deve ser usada em espaços onde a distância não pode ser respeitada, mas não acho que seja eficaz forçar todos a usá-la universalmente", afirmou.