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O Tribunal Supremo da Espanha emitiu nesta segunda-feira um novo mandado europeu de detenção contra o ex-presidente do governo da Catalunha Carles Puigdemont, que está exilado na Bélgica.

A ordem do juiz Pablo Llarena vem horas após o mesmo tribunal divulgar a sentença que condenou a penas entre nove e 13 anos de prisão nove líderes separatistas catalães declarados culpados pelo processo que tentou conseguir a independência da Catalunha em 2017.

Fontes jurídicas confirmaram à Agência Efe que o magistrado - que instruiu o caso do processo independentista - ativou o mecanismo para solicitar a extradição do ex-governante catalão à Espanha.

Em 2018, a Audiência Territorial de Schleswig-Holstein, onde o governante catalão ficou preso na Alemanha (antes de ser solto após pagar fiança), rejeitou extraditar Puigdemont pelo crime de rebelião, em uma primeira tentativa da justiça espanhola.

Posteriormente, o tribunal aceitou extraditá-lo apenas pelo crime de desvio de recursos públicos, mas não por rebelião, o que fez Llarena retirar o mandado.

Puigdemont, que vive na cidade belga de Waterloo, e outros seis independentistas catalães permanecem no exterior para evitar a ação da justiça espanhola. Todos eles são alvos de um mandado de detenção na Espanha.