EFEQuito

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, anunciou nesta quarta-feira que vai enviar ao parlamento um projeto de lei que pretende autorizar a derrubada de aviões irregulares no espaço aéreo do país, em resposta a um problema crescente de tráfico de drogas.

"Em breve apresentaremos à Assembleia Nacional uma lei para autorizar a derrubada de aeronaves irregulares cujos pilotos não aceitem as ordens da Força Aérea Equatoriana", disse Lasso em uma cerimônia militar por ocasião do 101º aniversário desse ramo das Forças Armadas do país.

No mesmo evento, ele informou que um novo radar foi colocado em funcionamento na província de Manabí, no sudoeste, para reforçar a segurança e conseguir avanços na luta contra o tráfico de drogas.

"Com este governo, a história da entrega do território equatoriano aos traficantes de drogas chegou ao fim. O comandante geral da Força Aérea Equatoriana nos informou que, a partir de hoje, o radar no morro Montecristi está operacional", acrescentou o político.

O radar deve ajudar a identificar pequenos aviões que entram no espaço aéreo equatoriano sem serem detectados devido a seu tamanho e à falta de recursos na região costeira do país.

Lasso declarou ainda que, nas próximas semanas, outro radar será instalado e colocado em funcionamento na província de Santa Elena, também na costa do país.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que a Polícia Nacional informou que havia dado um golpe contra o crime organizado, com a identificação de três grupos criminosos que operavam no mar territorial equatoriano próximo às províncias de Manabí e Guayas, assim como no mar internacional.

Nessa operação foram presas 22 suspeitos, de acordo com informações preliminares, além de terem sido apreendidos 50 telefones celulares, oito computadores, dez veículos, duas armas de fogo e quase US$ 38 mil em espécie.

Neste ano, as forças de segurança equatorianas, com apoio dos Estados Unidos, interceptaram um recorde de 146 toneladas de drogas até meados de outubro, superando as marcas de mais de 120 toneladas em 2020 e 79 toneladas em 2019. EFE