EFECidade do México

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, e parte de seu gabinete receberam nesta terça-feira, durante entrevista coletiva, a dose de reforço da vacina AstraZeneca contra a covid-19 no dia que teve início a campanha de vacinação adicional para maiores de 60 anos.

No final da entrevista coletiva diária realizada na cidade de Zapopan, no estado de Jalisco, López Obrador, de 68 anos, tirou o casaco e sentou-se em uma cadeira ao lado da tribuna presidencial, onde uma enfermeira aplicou a dose em seu braço esquerdo.

Antes de López Obrador - que foi diagnosticado com a covid-19 em janeiro -, foram vacinados cinco membros de seu gabinete, todos com mais de 60 anos: a secretária de Segurança, Rosa Icela Rodríguez, o secretário de Saúde, Jorge Alcocer, o secretário da Marinha, Rafael Ojeda, o comandante do Guarda Nacional, Luis Rodríguez Bucio, e o secretário de Defesa, Luis Cresencio Sandoval.

No entanto, o chanceler Marcelo Ebrard, também com mais de 60 anos, se recusou a receber a vacina em público.

O México iniciou hoje a vacinação de reforço contra a covid-19 para adultos com mais de 60 anos de idade, que receberão uma dose da AstraZeneca, independentemente do tipo de vacina que receberam anteriormente.

O programa de doses de reforço teve início em seis dos 32 estados do país: Cidade do México, Chiapas, Jalisco, Oaxaca, Sinaloa e Yucatán.

O estrategista do governo contra a pandemia, Hugo López-Gatell, defendeu durante a entrevista coletiva do presidente que a dose adicional "pode ser com outras vacinas" diferente daquelas recebidas e por ora descartou "reforços generalizados" para toda a população.

"Os reforços devem centrar-se nos grupos populacionais mais vulneráveis, por exemplo, os idosos ou aqueles que sofrem de doenças imunossupressoras", afirmou.

O México acumula 3,9 milhões de casos de covid-19 e 295,3 mil mortes confirmadas, e já vacinou 65,5 milhões de seus 126 milhões de habitantes com a dosagem completa.

Apesar de detectar o primeiro caso da nova variante ômicron no México na semana passada, López-Gatell disse que esta semana começou com uma redução de diagnósticos positivos e descartou "uma tendência geral para uma possível quarta onda". EFE