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Madri e Barcelona reativaram, nesta segunda-feira, parte de sua atividade social e econômica, embora com algumas restrições, após dez semanas de confinamento por conta da pandemia da Covid-19.

Com o surto do novo coronavírus em declínio - a Espanha passou uma semana com menos de 100 mortes por dia e menos de 500 casos novos diários -, todo o país passa pela flexibilização das medidas de restrição, com quase metade de seu território na primeira fase e na outra metade (47%) em uma mais avançada.

Bares e restaurantes poderão levar suas mesas às ruas hoje nas duas maiores cidades da Espanha e as mais afetadas pela pandemia, motivo pelo qual a recuperação da atividade social e econômica começou mais tarde, como também é o caso das capitais da província de Castela e Leão, região na fronteira com Madri.

Também está autorizada a abertura de pequenas lojas sem restrições e os cidadãos podem se mudar para suas segundas residências, mas apenas se for na mesma província.

Em Barcelona, os terraços dos bares de praia poderão funcionar novamente em alguns dias, quando as temperaturas subirem por toda a Espanha com a chegada do verão.

Para atender ao aumento esperado de mobilidade, o metrô de Madri aumentou hoje a frequência dos trens e mobilizará cerca de 200 pessoas para controlar a capacidade, especialmente nas 26 estações mais movimentadas da rede.

Com o objetivo de evitar congestionamentos, a oferta de todos os transportes públicos aumentará 90% nos horários de pico na comunidade de Madri.

Outro exemplo da recuperação da normalidade é que os reis promoverão a partir desta semana sua agenda de eventos fora do Palácio da Zarzuela, sua residência oficial, depois de dois meses com sua atividade pública muito limitada.

Mas outra parte da Espanha, 47% da população, quase 22 milhões de pessoas, está entrando na fase 2, o que significa um maior relaxamento das restrições, por exemplo, a abertura de shopping centers, a expansão da capacidade em bares e restaurantes, com a utilização de seu interior, ou mesmo a celebração de casamentos. EFE

nac/phg

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