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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro alertou nesta quinta-feira sobre um aumento do número de casos de covid-19 na região metropolitana de Caracas e afirmou que, se a situação continuar, ela ficará fora de possíveis flexibilizações da quarentena nos meses de novembro e dezembro.

"O número de contágios pelo coronavírus na Grande Caracas disparou nas últimas duas semanas e não diminuiu. Algo está acontecendo na Grande Caracas", disse Maduro durante um ato de governo transmitido pela rede de televisão estatal "VTV".

De acordo com ele, "a média nacional de casos de coronavírus é de 23 por 100 mil habitantes", o que ele classificou como "uma média baixa, mas que poderia ser muito menor se não fosse (por Caracas)".

O presidente venezuelano ressaltou que na região metropolitana da capital existem "90 casos por 100 mil habitantes, mais de três vezes a média nacional".

"Se isso continuar, não poderemos tornar Caracas mais flexível (em) novembro e dezembro. A Grande Caracas ficaria fora da flexibilização e do início das aulas", explicou.

Pouco antes, ele havia prometido "reiniciar as aulas na terceira semana de outubro" com "um plano especial para escolas primárias, secundárias e universidades", embora não o tenha detalhado.

Maduro também prometeu uma "flexibilização com cuidado e biossegurança" em novembro e dezembro, "para que sejam meses de crescimento econômico e comercial", assim como de "atividade familiar".

Para evitar a disseminação da covid-19, a Venezuela tem adotado um plano governamental chamado 7+7, que consiste em uma semana de quarentena radical seguida por uma de flexibilização parcial da economia.

De acordo com Maduro, 40% da população venezuelana já foi vacinada e, dentro de duas semanas, o número será de 58%, graças à "chegada de vacinas" de "vários sistemas", que ele também não especificou.

Desta forma, ele espera que a Venezuela alcance 70% de vacinados até o final de outubro.

Também presente ao ato, a vice-presidente Delcy Rodríguez explicou que, "na região da capital, a variante delta é predominante".