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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, classificou o processo anunciado nesta quinta-feira pelos Estados Unidos contra ele e alguns de seus principais colaboradores por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e terrorismo de "uma ação extravagantemente extremista".

"O governo de Donald Trump, numa ação extravagantemente extremista e vulgar, fez um conjunto de falsas acusações", disse Maduro em pronunciamento no palácio presidencial de Miraflores, na capital Caracas.

Maduro estava acompanhado pelo presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Diosdado Cabello, e pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, duas das 14 pessoas do movimento chavista que estão sendo investigadas pelas autoridades americanas pelos supostos crimes que motivaram o processo.

Para levar os réus à justiça, os EUA ofereceram US$ 15 milhões por qualquer informação que leve à prisão de Maduro, US$ 10 milhões pela de Cabello e outros US$ 10 milhões por qualquer pista que leve à prisão de uma dessas três personalidades venezuelanas: o vice-presidente econômico Tareck El Aissami, o ex-general Hugo Carvajal e o ex-chefe militar Cliver Alcalá Cordones.

"Como os cowboys racistas do século XIX, colocam um preço nas cabeças dos revolucionários que estão dispostos a lutar contra eles em todos os campos", disparou Maduro.

Ainda segundo o presidente venezuelano, a acusação dos EUA "é um ato de loucura" do qual o presidente dos EUA, Donald Trump, sairá "prejudicado".

"Temos nossa moral intacta, a Venezuela tem o recorde de combate ao tráfico de drogas nos últimos 15 anos desde que expulsamos a DEA (divisão antidrogas dos EUA)", concluiu.

Maduro também reiterou sua denúncia de que um suposto plano estava sendo organizado na Colômbia, sob as ordens dos Estados Unidos, para atacar a Venezuela, e pediu às autoridades militares de seu país para que monitorem a situação.

"Alerta, preparados para o combate onde e quando for necessário, e com toda a capacidade de combate que for necessária, entendido? Entendido. Estamos prontos para o combate, não somos covardes, somos guerreiros, queremos a paz, mas estamos prontos para o combate", advertiu.

O político disse ainda que apoia as ações anunciadas nesta quinta-feira pelo Ministério Público para investigar o líder opositor Juan Guaidó e o oficial militar aposentado Clíver Alcalá por integrarem uma suposta tentativa de golpe de Estado para derrubá-lo. EFE

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