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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou nesta sexta-feira o que considerou ameaças de guerra e invasão feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

"Há poucos dias, o senhor Bolsonaro (...) disse que estava pensando em invadir militarmente a Venezuela (...). O povo da Venezuela rejeita unido e de maneira absoluta as ameaças de guerra e de invasão militar de Jair Bolsonaro", declarou o líder chavista em um ato político.

Maduro assegurou também que o governante brasileiro está sendo apoiado pelos Estados Unidos em seus planos contra a Venezuela.

"Qual é a casus belli (motivo de guerra)? Vai invadir por que? A Venezuela roubou algo do Brasil? A Venezuela agrediu o Brasil? Com quem Bolsonaro conta para uma guerra? Com o povo do Brasil? Com as forças militares do Brasil? Por onde vão entrar? Não lhes parece uma loucura?", questionou o governante.

Maduro classificou as "ameaças" como algo "muito preocupante" e, nesse sentido, fez um apelo ao povo e às forças militares do Brasil para "enfrentar a aventura de Jair Bolsonaro e sua ameaça de guerra contra a Venezuela".

"Suas ameaças vão retornar contra você e tudo o que está fazendo contra a Venezuela irá te afundar (...) Jair Bolsonaro vai se dar mal e passará ao esquecimento, ao lixo da história", completou.

O governante venezuelano ainda tachou o presidente brasileiro como "fascista" e "imitador de Hitler".

"Um sujeito louco, louco, louco que chegou à presidência", acrescentou.

Maduro disse também que a intenção de Bolsonaro e do governo de Donald Trump é "render a Venezuela para roubar as riquezas" do país petroleiro.

Bolsonaro, da mesma forma que outros cerca de 50 presidentes de vários países, considera Maduro um ditador e reconhece o líder opositor venezuelano Juan Guaidó como governante em exercício do país caribenho.