EFECaracas

A justiça da Venezuela condenou 54 pessoas, de um total de 85 detidos, pelo ataque marítimo fracassado contra o governo do presidente Nicolás Maduro ocorrido há um ano, informou nesta segunda-feira o procurador-geral da República, Tarek Saab, que também indicou que ainda há 63 pessoas para serem apreendidas.

Através de uma série de mensagens no Twitter, Saab detalhou que, após um ano do ataque conhecido como 'Operação Gideão", as autoridades prenderam 85 pessoas, e 54 delas admitiram participação na ação. Elas imediatamente foram condenadas na audiência preliminar a penas que variam de 12 a 24 anos de prisão, sem passar para a fase seguinte do processo criminal. Os 31 restantes terão suas audiências de julgamento no próximo dia 13.

Após a detenção dessas 85 pessoas, 34 em flagrante e 51 por mandados de prisão, foram realizadas 18 audiências. Nelas, segundo o procurador-geral, os participantes da operação admitiram os fatos e deram informações importantes para identificar e prender outros sob investigação.

Entre os detidos estão os supostos chefes da operação, os capitães Antonio Sequea Torres, Víctor Pimienta, Jesús Manuel Ramos López e os dois mercenários de nacionalidade americana, Luke Alexander Denman e Airan Berry. Contudo, Saab não informou se eles já haviam sido condenados. Ainda segundo ele, ainda há 63 pessoas a serem presas.

Há um ano, houve dois ataques marítimos que foram frustrados pelo governo venezuelano, que então culpou os Estados Unidos e a Colômbia, em nível internacional, e a oposição, especialmente o líder Juan Guaidó, em nível local.

Americanos e colombianos então se dissociaram da investida, assim como o autoproclamado presidente interino da Venezuela Guaidó, que considerou os eventos uma "armadilha".

O chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, recordou o ataque hoje e disse que a veracidade foi comprovada, depois que nos últimos meses a Colômbia prendeu os envolvidos e destruiu os campos de mercenários.