EFEGenebra

O Malawi começou nesta terça-feira o primeiro programa nacional de vacinação contra a malária em nível mundial, que nas próximas semanas também irá para Quênia e Gana, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A RTS, S será aplicada em 360 mil crianças por ano nos três países, em um programa piloto que, caso mostre bons resultados como em fases anteriores da pesquisa, poderá ser estendido a outras nações onde a doença é endêmica.

"A vacina contra a malária tem o potencial de salvar dezenas de milhares de vidas de crianças", afirmou, em comunicado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que alertou que nos últimos 15 anos a prevenção da doença avançou, mas esse progresso estagnou, por isso são necessárias novas medidas.

As crianças receberão quatro dose da vacina, dos cinco meses aos dois anos.

Em testes anteriores, entre 2009 e 2014, análises feitas em grupos menores mostraram que a vacina reduziu 40% os casos de malária e 30% os casos de malária grave. Além disso, diminuiu em 60% os casos de anemia relacionada à malária, uma das principais razões da mortalidade infantil quando envolvem esta doença.

O programa de vacinação, coordenado pela OMS, é desenvolvido em parceria com os ministérios da saúde dos três países em questão e com parceiros, como o gigante farmacêutico GSK e as organizações Gavi, Global Fund e Unitaid, que entraram com US$ 50 milhões.

Propagada pelo mosquito anófeles, a malária é uma das doenças mais prejudiciais para o ser humano, com 200 milhões de casos por ano e cerca de 435 mil mortes, muitas delas de crianças. A África é a região mais afetadas por esta doença, já que no continente morrem 250 mil crianças de malária anualmente.