EFECarlos Meneses Sánchez. São Paulo

O ex-jogador Mauro Silva, campeão mundial pela seleção brasileira em 1994, comentou sobre a final da Taça Libertadores em entrevista à Agência Efe nesta terça-feira e disse considerar o Flamengo um time melhor, mas alertou sobre os perigos do River Plate, adversário na luta pelo título no próximo sábado, no Estádio Monumental de Lima, no Peru.

"Para mim, o Flamengo é o melhor time, mas nem sempre os melhores ganham, então cuidado, especialmente com os times argentinos, que são muito duros", declarou o atual vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) em entrevista à Efe em São Paulo.

O ex-meio-campista de Guarani, Bragantino e Deportivo La Coruña enalteceu o futebol apresentado pelo atual campeão carioca, mas evitou falar em favoritismo.

"O Flamengo está jogando muito bem e, em circunstâncias normais, deve vencer. Mas, repito, embora o River Plate não seja uma equipe tão boa quanto o Flamengo, as equipes argentinas são muito duras em finais", insistiu o agora dirigente, que enalteceu os reforços contratados pelo Rubro-Negro já com a temporada em andamento.

"Até veio do La Coruña Pablo Marí, que está jogando muito bem. Foi contratado o Filipe Luís, o Rafinha... As contratações foram muito boas, jogadores muito experientes e que têm tido grandes atuações. Eles têm muita experiência, montaram uma bela equipe e estão jogando maravilhosamente bem", comentou, que confia que em breve o Fla confirmará a conquista do título do Campeonato Brasileiro.

No Brasileirão, a equipe do técnico Jorge Jesus soma 81 pontos, 13 a mais que o Palmeiras, segundo colocado, e será campeã caso o Alviverde não vença o Grêmio no próximo domingo, no Allianz Parque.

Ainda sobre a Libertadores, Mauro Silva lamentou que pelo segundo ano seguido tenha havido mudança de sede da final. Em 2018, o jogo de volta entre River e Boca Juniors foi realizado em Madri devido a problemas de violência nos arredores do estádio Monumental de Núñez. Neste ano, o Flamengo enfrentaria os 'Millonarios' em Santiago, mas a crise no Chile, com protestos quase diários, levou a decisão para Lima.

"No ano passado, foi necessário jogar a final na Espanha, e neste ano foi preciso que deixar Santiago rumo a Lima. De qualquer forma, não é o ideal, está longe de ser o melhor quando esse tipo de coisa acontece, mas infelizmente, por uma circunstância, foi feita essa mudança", disse. "Espero que seja uma grande final, que se possa esquecer tudo e deixar os melhores vencerem", completou.