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Milhares de jovens tomaram nesta sexta-feira as ruas de 150 países para participar de uma ambiciosa greve global contra a mudança climática, um movimento que visa exigir dos governos medidas em defesa do meio ambiente.

Mais de 5 mil protestos foram convocados dentro da "Global Climate Strike", evento que abre uma semana agitada de mobilizações e greves em diferentes partes do mundo, coincidindo com a Cúpula de Ação Climática da ONU, que começa na segunda-feira.

As manifestações ocorreram ao longo de todo o globo, do Quênia até a Nigéria, passando pela ameaçada Ásia, com seus vários territórios asiáticos insulares ameaçados por uma possível elevação do nível dos oceanos, se estendendo até Europa e América.

Em Nova York, que recebe a cúpula climática na segunda-feira, milhares de estudantes, grande parte deles adolescentes, foram até a Foley Square, em Manhattan, para iniciar a chamada "Greve do Clima", uma manifestação que contou com a participação de 50 ONGs e ativistas como a sueca Greta Thunberg, uma liderança mundial do movimento.

No continente americano, jovens de outros países, Argentina, México, Chile e Peru, se uniram ao dia de protesto contra a crise climática, com várias ações para exigir dos governos soluções para esse fenômeno. No Brasil, estudantes e ativistas se reuniram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Maceió.

Um dos maiores protestos foi realizado na Austrália. Cerca de 300 mil pessoas foram às ruas do país, levando cartazes com mensagens como "não deixem queimar nosso futuro" e "não existe um Planeta B", exigências que se repetiram em outras manifestações mundo a fora.

Também houve manifestações nas Ilhas Salomão, em Kiribati e Vanuatu, que sofrem especialmente com as consequências da emergência climática. Nos três arquipélagos, os estudantes saíram para dar um alerta ao mundo: "Não estamos afundando, estamos lutando".

Várias cidades da Índia, do Paquistão e de Bangladesh se somaram às mobilizações.

Na Europa, milhares de pessoas protestaram na Alemanha, na França, na Bélgica, no Reino Unido e nos países escandinavos. Na Espanha, os jovens ativistas repetiram o gesto popularizado por Greta Thunberg e foram ao parlamento do país para exigir mudanças.

Os protestos alemães se dividiram em várias cidades, mas o maior deles foi registrado em Berlim. No Reino Unido, estudantes do ensino médio e de universidades britânicas protagonizaram diversos protestos pelo país, contando com apoio de ativistas.

Com ajuda de sindicatos e professores, milhares de jovens organizaram um protesto em Paris, uma manifestação que deve se repetir amanhã, mas com a presença do movimento dos "coletes amarelos", o que vem gerando apreensão do governo local.

Na Bélgica, milhares de jovens e outros não tão jovens assim percorreram o centro de Bruxelas em um movimento convocado por mais de 20 ONGs para pressionar os governos da União Europeia (UE) a tomar medidas contra a mudança climática.

Já os finlandeses se reuniram em vários pontos do país, um deles a Universidade de Helsinque, onde fizeram 11 minutos de silêncio, um para cada ano que resta ao mundo para limitar o aumento das temperaturas, segundo o painel de especialistas da ONU.

Assim como na Espanha, na Suécia a principal manifestação foi organizada em frente ao parlamento, em Estocolmo, onde Greta iniciou seus protestos há um ano.

Na África, um continente especialmente vulnerável à mudança climática, os maiores protestos ocorreram na África do Sul. Também houve mobilizações no Quênia e em Uganda, onde milhares de estudantes universitários foram às ruas do país para iniciar o movimento "juventude verde".