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Membros do partido ultranacionalista FPÖ que faziam parte do governo da Áustria anunciam nesta segunda-feira que deixarão a coalizão formada com o Partido Popular (ÖVP) desde 2017 em protesto pela destituição do ministro de Interior.

O FPÖ cumpriu a ameaça de deixar o governo minutos depois de o chanceler e líder do ÖVP, Sebastian Kurz, ter anunciado que pediria a destituição de Herbert Kickl para garantir uma investigação transparente sobre o escândalo de corrupção que provocou a convocação de eleições antecipadas.

Kurz argumentou que Kickl ocupava o cargo de secretário-geral e diretor de finanças do FPÖ quando, em 2017, foi gravado um vídeo clandestino no qual Heinz-Christian Strache se mostrava disposto a oferecer contratos públicos em troca de financiamento ilegal.

Strache renunciou há dois dias dos cargos de líder do partido e vice-chanceler da Áustria.

O chanceler afirmou que Kickl deveria ter seguido o exemplo de Strache e pedido demissão para não deixar qualquer dúvida sobre possíveis interferências na investigação.

O FPÖ tem cinco ministérios no atual governo interino com o Partido Popular (ÖVP): Interior, Defesa, Relações Exteriores, Transportes e Saúde.

Essas pastas serão assumidas agora por especialistas e funcionários do primeiro escalão, como tinha previsto Kurz antes que a renúncia dos ministros do FPÖ se tornasse oficial.

O chanceler anunciou no último sábado a convocação de eleições antecipadas, que acontecerão em setembro, ao entender que, depois do vídeo de Strache, era impossível manter a atual coalizão. EFE

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