EFEWashington

O número de mortes devido ao novo coronavírus ultrapassou 1 mil casos nos Estados Unidos nesta quinta-feira, sendo Nova York a área mais afetada, com 280 mortes, segundo números da Universidade Johns Hopkins e do jornal "The Washington Post".

Os dados divergem das estatísticas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo americano, cujo site informa 68.440 casos no país e 994 mortes.

Dados da Universidade Johns Hopkins apontam que os EUA, com 326 milhões de habitantes, tem 69.684 casos confirmados de contaminação pelo vírus SARS-CoV-2, o que o coloca em terceiro lugar no mundo em termos de números de infecção, abaixo da China, com 81.782, e da Itália, com 74.386. O maior surto da doença se concentra na cidade de Nova York, com 280 mortes.

Outras áreas com alta incidência de vítimas são o estado de Washington, com 100 mortes, e Nova Jersey, estado vizinho de Nova York, com 44 casos.

O "Washington Post" observou que a 'Big Apple', que, com 8,3 milhões de pessoas, é a cidade mais populosa dos EUA, registrou 88 mortes só nesta quarta. O "New York Times", por sua vez, relatou 100 mortes entre quarta-feira e a manhã desta quinta.

De acordo com o periódico de Washington, já existem 42 estados no país com cerca de 65% das mortes ocorridas em pessoas com mais de 70 anos de idade.

Depoimentos de médicos e outros funcionários coletados pela mídia local hoje mostraram que os hospitais da cidade de Nova York estão começando a mostrar sinais de colapso, com significativa escassez de equipamentos e em meio a um aumento significativo do número de pacientes nos últimos dias.

As autoridades alertaram que a cidade não está preparada para lidar com os números que estão chegando e estão procurando por mais instalações, equipamentos e pessoal, em uma luta contra o relógio.

"É apocalíptico", disse ao "New York Times" o médico Ashley Bray, do Elmhurst Hospital, uma instalação pública no distrito de Queens que, em 24 horas entre terça-feira e ontem relatou 13 mortes pela Covid-19.