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A Polícia da Irlanda do Norte (PSNI) informou nesta terça-feira que deteve uma mulher de 57 anos por possível envolvimento na morte da jornalista Lyra McKee, assassinada na quinta-feira passada, em Derry, pelo grupo paramilitar New IRA.

Ela é a terceira pessoa detida por esta ação terrorista, depois que a PSNI interrogou no fim de semana dois homens - um de 18 e outro de 19 anos -, que foram liberados sem acusações. Em breve comunicado, a corporação explicou que a mulher foi levada para uma delegacia de Derry, onde pode ficar por até 48 horas, conforme a Lei Antiterrorista do Reino Unido.

O grupo dissidente New IRA, uma cisão do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA) e oposta no processo de paz, se responsabilizou pelo assassinato e pediu desculpas aos familiares e amigos da jornalista, de 29 anos, de acordo com o jornal "Irish News" nesta terça-feira. Em comunicado enviado ontem à publicação, o New IRA afirma que a jornalista "foi tragicamente morta, enquanto estava ao lado das forças inimigas", em referência à PSNI.

Mckee, que não estava trabalhando no momento do incidente, recebeu um tiro na cabeça de uma pessoa com o rosto coberto e que mirava policiais em Creggan, Derry, durante uma onda de violentos ataques na semana passada.