EFELisboa

A Direção-Geral de Saúde de Portugal anunciou nesta quinta-feira que subiu para 60 o número de mortos no país em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, 17 a mais do que o divulgado em boletim ontem.

Ao todo, o país teve acréscimo de 549 casos, passando para 3.544. Deste total, 61 pacientes estão em estado grave. Já 43 pessoas conseguiram se recuperar.

Além disso, quase 15 mil pessoas estão sob vigilância em Portugal, diante da possibilidade de estarem infectadas com o novo coronavírus, principalmente, no norte do território e em Lisboa e arredores, áreas mais afetadas até o momento.

O aumento expressivo do número de casos fez com que o governo declarasse o início de uma fase de mitigação, com fortalecimento dos sistemas de controle, habilitação de áreas específicas nos centros de saúde para receber pacientes com a Covid-19 e determinação que só sejam internados nos hospitais quem estiver em estado grave.

As autoridades locais seguem solicitando que a população reduza ao máximo os contatos sociais, e mantêm pedido aos empregadores para que todos os funcionários que puderem, trabalhem de suas casas.

DENÚNCIAS.

O governo vem sustentando que a situação está sob controle e que os hospitais contam com equipes médicas suficientes, mas crescem as críticas de representantes dos funcionários sobre a falta de meios de proteção e de testes de diagnósticos para pacientes.

Além disso, há denúncias de que o número de telefone habilitado para a marcação de consultas está congestionado e que farmácias e supermercados já não têm máscaras e gel desinfetante para venda.

As autoridades portuguesas anunciaram nesta semana a compra de equipamentos da China.