EFEGenebra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram nesta sexta-feira um acordo para distribuir 40 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 de ambas através da plataforma COVAX, criada pela entidade para oferecer imunizantes a países com menos recursos.

O acordo representa a entrada na COVAX da vacina que está sendo mais administrada mundialmente. A iniciativa já contava com outras farmacêuticas, como Moderna e AstraZeneca, que também prometeram a distribuição de 150 milhões de doses no primeiro trimestre de 2021.

"Estes anúncios, juntos, significam que certamente a COVAX poderá começar a distribuir doses em fevereiro", disse em entrevista coletiva o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, ao destacar que a entidade ainda está pendente de autorizar o uso emergencial da vacina da AstraZeneca.

Os novos acordos, somados ao recente anúncio de que os Estados Unidos se juntarão à COVAX, significam, segundo Tedros, que a plataforma "está mais perto de poder cumprir sua promessa" de administrar cerca de 2 bilhões de doses a um quinto da população mundial.

O presidente e diretor executivo da Pfizer, Albert Bourla, também falou na entrevista coletiva que a entrada da empresa na plataforma é "um dia emocionante para a saúde mundial", resultado de várias negociações com Tedros, "trabalhando juntos para que o acordo ocorresse".

Bourla prometeu que o acordo garantirá acesso a países pobres sem que a farmacêutica busque lucro. De acordo com o dirigente, a empresa agora negocia com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para coordenar a logística e o envio das vacinas.

Cerca de 190 países fazem parte da COVAX, plataforma na qual os países de renda média ou alta financiam a pesquisa de vacinas em troca de garantir doses para 20% de suas populações.

Outras 90 economias de baixa renda, como Bolívia, El Salvador e Nicarágua, não são obrigadas a fazer doações e poderão receber as vacinas a preços que, segundo prometeram especialistas da OMS, não ultrapassarão US$ 2 por dose.