EFEGenebra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se esquivou de falar sobre os rumores sobre o cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados de julho de 2020 para o mesmo mês em 2021, mas observou que os organizadores terão que levar em conta os riscos ao tomar a decisão.

"Gostaríamos que os Jogos Olímpicos fossem realizados, como um símbolo de nosso mundo se reunindo novamente, mas depois do que enfrentamos no ano passado teremos que decidir com base nos riscos", declarou o diretor de Emergências de Saúde da Organização, Mike Ryan, em uma entrevista coletiva.

O irlandês destacou que o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o governo do Japão, com o conselho da OMS, estão constantemente pesando esses riscos.

Ryan disse que, nesse tipo de grandes eventos, a OMS não tem a capacidade de pedir um cancelamento, mas simplesmente de aconselhar. "A melhor maneira de ter estes Jogos Olímpicos é deter a pandemia", frisou.

"As coisas ainda estão complicadas em muitos países, mas temos confiança no Japão, que tem sido um dos governos que tem conseguido as melhores maneiras de controlar a doença, mesmo em ambientes urbanos muito densos", completou.

O COI precisou negar informações sobre uma suposta decisão do governo japonês de cancelar os Jogos de Tóquio. A entidade garantiu que a informação do jornal britânico "The Times" é "categoricamente falsa".

Na próxima quarta-feira, o Comitê Olímpico Internacional planeja realizar uma reunião por videoconferência de seu Executivo, na qual os comitês organizadores dos próximos Jogos se pronunciarão para detalhar o desenvolvimento de seus preparativos.