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A onda de calor que ocorre desde a última terça-feira e que durará até domingo continua complicando a situação de seca no Uruguai e bate recordes de temperatura, como na quinta-feira, quando o nordeste do país registrou a temperatura mais alta desde 1961.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira à Agência Efe pelo chefe de Previsão do Instituto Nacional de Meteorologia do Uruguai (Inumet), Néstor Santayana, que disse estar "acompanhando dia após dia" os extremos da temperatura.

"Ontem (quinta-feira) foram batidos dois recordes, um em Paysandú e outro em Salto (ambos no noroeste) de 42,5 (graus Celsius). É a temperatura máxima absoluta em nível nacional desde 1961", explicou.

O Uruguai sofreu uma primeira onda no final de dezembro que teve consequências duras, pois, além da seca, provocou incêndios florestais em grande parte do território.

O incêndio queimou mais de 22 mil hectares na pior devastação florestal da história do Uruguai.

O grande incêndio anterior havia ocorrido em 2005 em Rocha (sudeste do país) e queimou 5 mil hectares.

"Desde a semana passada já tínhamos mencionado essa massa de ar muito quente que iria afetar a região, em particular o Uruguai, e prevíamos um limite máximo de temperatura em torno de 36 a 43 graus", disse Santayana.

Ele afirmou também que esta onda vai durar mais tempo no oeste, norte e centro do país, enquanto que para o sul, leste e nordeste terminará mais cedo.

A partir da próxima segunda-feira, as temperaturas terão uma queda significativa e atingirão níveis típicos de primavera ou outono, acompanhados de chuvas. EFE