EFEQuito

O Ministério da Energia do Equador anunciou nesta segunda-feira a suspensão das operações em três campos petrolíferos nas províncias de Orellana e Sucumbíos, por conta dos protestos de grupos sociais opositores a algumas medidas econômicas aplicadas pelo Governo.

As operações em três campos petrolíferos, operados pela empresa pública Petroamazonas, "foram suspensas devidas à tomada das instalações por grupos de pessoas alheias à operação", disse o Ministério através de um comunicado.

"Como medida de prevenção foi solicitado ao Comando Conjunto das Forças Armadas o aumento da proteção nas instalações para salvaguardar os recursos do Estado equatoriano", acrescentou.

Além disso, o Ministério informou que, por enquanto, não há funcionários do petroleiro retidos nos campos afetados, onde conversaram com os manifestantes "de forma pacífica".

No campo Sacha, no chamado Bloco 60, na província de Orellana, foi registrado o bloqueio de uma via, impedindo a evacuação da sua produção através de caminhões, gerando perdas calculadas em 1,8 mil barris de petróleo por dia.

Também foram suspensas a transferência da área "Sacha Central, com os poços sendo fechados, gerando uma perda de 1,9 mil barris por hora, chegando a 45,6 mil barris por dia".

Além disso, também foram extintos poços de extração de petróleo nas zonas de Cononaco, Chonta Sul e Rumiyacu, do campo de Auca, no Bloco 61, também em Orellana, produzindo perdas estimadas em 9 mil barris diários, somando a outros 3 mil fornecidos pela companhia petrolífera privada Petrobell.

No campo Libertador, no Bloco 57, na província de Sucumbíos, "a usina de geração de energia foi desativada, causando uma perda de 5,6 mil" barris diários, acrescentou a fonte.

Com esse panorama, o Ministério da Energia rejeitou "todos os tipos de ações que atentam contra a operação normal da infraestrutura de hidrocarbonetos em todo o país, consideradas estratégicas e que geram recursos diários para o benefício do país".

A situação no Equador se agravou nos últimos dias, depois que o presidente do país, Lenín Moreno, anunciou a retirada de subsídios ou auxílios estatais ao preço dos combustíveis, o que levou ao aumento do valor dos combustíveis de maior consumo e uma de onda de protestos.

A Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), uma das organizações sociais mais importantes do país, pediu uma "revolta" progressiva em todo o país e organizou um protesto de suas bases em Quito, que se juntará na próxima quarta-feira a uma mobilização de sindicatos em todo o país. EFE

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