EFEHarare

A principal coalizão opositora do Zimbábue, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), recorreu ao Tribunal Constitucional contra os resultados das recentes eleições presidenciais sob a alegação de fraude.

"Nossa equipe jurídica apresentou de forma satisfatória os papéis. Temos um bom caso e uma boa causa", considerou o líder e candidato do MDC, Nelson Chamisa, em mensagem publicada no Twitter.

Os advogados da oposição chegaram ao tribunal quase meia hora antes do encerramento do prazo dado para a apelação de resultados eleitorais, segundo informou a imprensa local.

De acordo com os dados da Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC), o atual presidente e candidato governista, Emmerson Mnangagwa, venceu o pleito com 50,8% dos votos - graças, sobretudo, ao apoio majoritário nas zonas rurais -, à frente de Chamisa.

No entanto, MDC e Chamisa questionaram os resultados no mesmo dia da votação e, quando a ZEC os divulgou, disseram se tratar de uma fraude e afirmaram ter uma apuração paralela.

A equipe de advogados da oposição, que incluía o representante de eleições do MDC, Jameson Timba, apressou até o último minuto para formalizar o recurso.

Com esta apelação, está paralisada a posse de Mnangagwa, que estava prevista para o domingo, e o tribunal terá 14 dias para se pronunciar a respeito.

Se a sentença aprovar os resultados, a posse do atual presidente será feita imediatamente 48 horas depois. Caso a oposição esteja com a razão, novas eleições serão realizadas em 60 dias.

Mnangagwa, que ocupa a presidência desde a queda de Robert Mugabe por um golpe militar em novembro de 2017, prometeu eleições "livres, justas e críveis" para recuperar a confiança internacional após anos de isolamento.