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O opositor venezuelano Leopoldo López colocou-se à disposição da justiça da Espanha antes da decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela de solicitar ao país europeu a sua extradição e se disse perseguido pelo governo do presidente Nicolás Maduro.

"Diante da perseguição da ditadura de Maduro, agora refletida em um pedido ilegal de extradição, mais uma vez me coloco à disposição da justiça", declarou López através do Twitter, em mensagem na qual relatou seu pedido de comparecimento voluntário à Corte Nacional.

Na carta, publicada junto com o tweet, o político expressa sua "absoluta disposição" para depor quantas vezes for necessário. Ele também pediu que "medidas de natureza pré-julgamento ou policial sejam evitadas", já que em momento algum se negou a colaborar.

"Estou à disposição da Audiência Nacional de um país com instituições democráticas, separação de poderes e justiça, em que confio plenamente", escreveu.

O TSJ da Venezuela informou nesta terça-feira que pediu à Espanha a extradição de López, que deixou seu país no final de outubro passado, clandestinamente, através da fronteira com a Colômbia.

Segundo o texto, a pena a ser cumprida pelo opositor é de oito anos, seis meses, 25 dias e 12 horas por incêndio criminoso, danos ao patrimônio, instigação e associação para o crime.

Em 24 de outubro, foi divulgado que ele deixou a Venezuela rumo a Madri, depois de ter passado 18 meses na residência do embaixador espanhol em Caracas, onde foi convidado enquanto era buscado pela justiça local e acusado pelo governo de ser um terrorista.

O líder da oposição entrou na residência do embaixador depois de 30 de abril de 2019, quando saiu da prisão domiciliar para se juntar a uma tentativa de sublevação militar liderada pelo também opositor Juan Guaidó.