EFELondres

O Palácio de Buckingham confirmou nesta quarta-feira que investiga acusações publicadas na imprensa de que Meghan Markle cometeu assédio moral contra alguns de seus assistentes durante o tempo em que representou a família real no Reino Unido.

Fontes próximas à esposa do príncipe Harry afirmaram ao jornal "The Times" que a atitude de Meghan forçou dois assistentes a se demitirem e "minou a confiança" de um terceiro.

O jornal noticiou que, em 2018, o secretário de comunicação dos duques de Sussex, Jason Knauf, apresentou uma queixa sobre a situação, acreditando que pelo menos um membro da equipe pode ter sido "humilhado" pela duquesa, mas Harry, neto da rainha Elizabeth II, "implorou" para que as investigações não continuassem.

As fontes às quais "The Times" teve acesso disseram que Meghan queria aparecer na sociedade como uma "vítima" e apresentar o seu papel na família real como uma "experiência insuportável" para convencer Henry a deixar o Reino Unido.

Em janeiro de 2020, ambos anunciaram a intenção de se afastar como membros ativos da monarquia britânica e de deixarem de morar de maneira permanente no Reino Unido.

Após a publicação das revelações, o Palácio de Buckingham expressou em comunicado "preocupação" com as acusações feitas sobre Meghan.

"A nossa equipe de recursos humanos avaliará as circunstâncias citadas nesse artigo. Os membros da equipe que estavam envolvidos à época, incluindo aqueles que deixaram a Casa, serão convidados a participar (das investigações) para ver se podem aprender lições", disse a residência oficial da rainha.

O Palácio recorda que todos os funcionários são regidos por regras de "dignidade no trabalho" em vigor há "vários anos" e que "não tolera nem tolerará assédio ou intimidação" aos empregados.