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O presidente em exercício do governo da Espanha, Pedro Sánchez, comemorou nesta terça-feira o acordo do Partido Socialista (PSOE), do qual é líder, com a coalizão de esquerda Unidas Podemos (UP), que pode acabar com o impasse político que já dura quatro anos.

"O país precisa de um governo que comece a caminhar o quanto antes", afirmou Sánchez, pouco depois da divulgação do pacto que foi apresentado no Congresso dos Deputados e que considerou como "estável" para iniciar um mandato.

O líder socialista garantiu que o acordo, firmado apenas dois dias após as eleições, permitirá superar o bloqueio político dos últimos três pleitos, em que os mesmos partidos não foram capazes de formar um governo de coalizão.

Na Espanha, é preciso maioria no Congresso dos Deputados para a formação de um governo. Ao todo, são 350 cadeiras, e o PSOE conseguiu 120, enquanto a UP ficou com o quarto lugar, com 35. Assim, ainda faltariam 16, que estão sendo buscadas em outros partidos de esquerda e regionais.

A rapidez para que o pacto fosse firmado pode ser explicado pelo avanço do partido de extrema direita Vox, que terminou na terceira posição nas eleições de domingo. O crescimento da legenda deu novo ímpeto para a aproximação de PSOE e UP.

Segundo o acordo, Sánchez segue como presidente, e Pablo Iglesias, líder da Podemos, será indicado como vice.

"Vai ser um governo profundamente progressista. A única coisa que não caberá será o ódio e o confronto entre os espanhóis", garantiu o presidente em exercício.

"É o tempo de deixar as deixar as discordâncias e trabalhar lado a lado. O acordo supera qualquer desencontro que já tivemos", completou Iglesias.

Até o momento, há uma base de acordo em dez linhas básicas, como melhora do emprego, proteção ao sistema de saúde, educação e pensões, garantia ao direito de moradia, luta contra a mudança climática, igualdade da mulher e ampliação dos direitos sociais.

O pacto ainda fala sobre a Catalunha, com os dois partidos apostando por "garantir a convivência" e a "normalização da vida política", enquanto se buscam formas de entendimento dentro da Constituição Espanhola. EFE

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