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O número de mortes por covid-19 no Peru aumentou 50% entre a primeira e a segunda semana de janeiro, em meio à terceira onda da doença no país, causada pela variante ômicron, segundo informaram fontes oficiais nesta quinta-feira.

"Entre a primeira e a segunda semana, aqui, no Peru, houve um aumento de aproximadamente 50% no número de mortes", disse à emissora "RPP" o pesquisador do Centro Nacional de Epidemiologia, César Munayco.

O especialista ressaltou, no entanto, que este aumento de mortes "é o que se esperava devido a este aumento explosivo do número de casos" de coronavírus no país, que passaram de menos de 1.000 para mais de 22.000 por dia.

Munayco indicou que as pessoas com mais de 60 anos são as mais propensas a morrer de covid-19, embora tenha acrescentado que esse risco é reduzido em 60% se tiverem recebido duas doses da vacina e até 80% se tiverem a dose de reforço.

Até agora, o Peru aplicou mais de 54,6 milhões de vacinas, o que lhe permitiu ter 90% de sua população-alvo, a partir dos 12 anos, vacinada com duas doses, enquanto 6,7 milhões de pessoas já receberam o reforço.

O Ministério da Saúde peruano registrou mais 22.879 casos e 42 mortes nas últimas horas pela doença, o que dobrou a média de 20 mortes diárias que o país manteve nos últimos meses.

No entanto, o jornal "El Comercio" informou que, segundo dados oficiais abertos, o país voltou a ultrapassar 100 mortes diárias pela epidemia na última segunda-feira, um número que não era visto há seis meses.

Munayco comentou a esse respeito que não há defasagem entre os números de óbitos divulgados pelo ministério e os do Sistema Nacional de Informação de Óbitos (Sinadef), que também realiza esse controle.

"Na realidade não há lacuna, temos critérios que são usados todos os dias para poder classificar o falecido", explicou, acrescentando que estes critérios são estabelecidos "com base em se é uma pessoa suspeita, se é uma pessoa confirmada".

"Todos estes casos são considerados falecidos (por covid-19) embora não sejam confirmados", completou.

De qualquer forma, o médico reiterou que há um aumento da mortalidade pela epidemia e lembrou que o coronavírus pode causar complicações em pessoas com comorbidades, embora esse risco também seja "muito menor" se forem vacinadas.

O Peru se prepara para começar a vacinar crianças de entre 5 e 11 anos na próxima segunda-feira e atualmente enfrenta um aumento vertiginoso de casos, com picos diários muito superiores aos das duas ondas anteriores.

Desde o início da pandemia, o país soma um total de 2.723.166 casos e 203.750 mortes, o que faz com que tenha a maior taxa de mortalidade global por esta doença. EFE