EFEParis

A polícia da França continua neste sábado as buscas pelo indivíduo que colocou ontem uma mochila-bomba no centro de Lyon, no leste do país, cuja explosão deixou 13 feridos, e divulgará nas próximas horas novas fotos tomadas pelas câmeras de segurança para identificá-lo.

O promotor de Paris, Rémy Heitz, responsável por casos de terrorismo, divulgou essas informações hoje e acrescentou que, por enquanto, não recebeu nenhuma reivindicação de autoria do caso.

Sem esclarecer se trata-se de um ato terrorista, Heitz garantiu que a investigação aberta se refere a tentativa de assassinato relacionado com grupo terrorista e associação criminosa com objetivos terroristas.

A identificação do indivíduo não é simples porque ele estava usando um boné escuro e óculos de sol, segundo o promotor.

A polícia divulgou uma primeira imagem ontem à noite, através das redes sociais, que levou a dezenas de denúncias que estão sendo avaliadas.

O promotor garantiu que as câmeras permitiram aos investigadores traçar o percurso realizado pelo suspeito, que chegou de bicicleta ao centro de Lyon pouco antes das 17h30 locais (12h30 em Brasília).

Heitz afirmou que o explosivo foi detonado a distância graças a um mecanismo e que a bomba continha parafusos de dois centímetros, pregos e chumbinho.

A explosão atingiu treze pessoas, entre elas uma criança de dez anos que sofreu ferimentos leves; 11 tiveram que ser hospitalizadas e alguns serão submetidos a cirurgias nas próximas horas.

Todos os feridos se machucaram com o impacto dos fragmentos de metal nos membros inferiores e nenhum deles sofreu ferimentos graves.

O promotor não deu nenhum detalhe sobre a identidade do indivíduo, e acrescentou que 90 investigadores estão atrás de sua pista, aos quais é preciso acrescentar 30 técnicos e 20 agentes de apoio.

O presidente francês, Emmanuel Macron, falou ontem à noite de "ataque", mas sem entrar no mérito das circunstâncias do mesmo.

A ministra da Justiça, Nicole Belloubet, confirmou que "é cedo" para falar de atentado terrorista.

Os fatos aconteceram em um cruzamento próximo da praça Bellecour, considerada o coração de Lyon.

O ministro do Interior, Christophe Castaner, ordenou às autoridades do país o reforço da segurança em locais públicos e em eventos esportivos, culturais e religiosos. EFE

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